Taxas de Juro (TAEG) Máximas no Crédito ao Consumo 2º Trimestre 2026

Dados atualizados a 9 de junho de 2026
Publicadas pelo Banco de Portugal

Crédito Automóvel

Variação vs. 1º trim.

Automóveis e outros veículos: novos

10.8%TAEG máx.
-0.1%

Automóveis e outros veículos: usados

14.2%TAEG máx.
+0.1%

Locação Financeira ou ALD: novos

4.8%TAEG máx.
-0.3%

Locação Financeira ou ALD: usados

6.3%TAEG máx.
-0.2%

Crédito Pessoal

Variação vs. 1º trim.

Educação, Saúde, Transição energética e Locação financeira de equipamentos

8.5%TAEG máx.
+0.2%

Outros Créditos Pessoais (lar, obras, consolidado e outras finalidades)

15.6%TAEG máx.
0.0%

Outros Produtos

Variação vs. 1º trim.

Cartões de crédito, Linhas de crédito, Contas correntes bancárias e Facilidades de descoberto

19.0%TAEG máx.
+0.1%

Fonte: Banco de Portugal. Taxas máximas (TAEG) aplicáveis aos contratos de crédito aos consumidores no 2º trimestre de 2026. A variação compara com o trimestre anterior (1º trim. 2026).

A importância das taxas máximas no crédito ao consumo

As taxas máximas no crédito ao consumo são fixadas trimestralmente pelo Banco de Portugal e definem o limite legal da TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) que qualquer instituição pode cobrar.

Funcionam como um teto: nenhum banco ou financeira pode ultrapassar estes valores, seja num crédito ao consumo de finalidade livre, num crédito automóvel ou nos cartões de crédito e descobertos.

O cálculo parte da TAEG média praticada pelo mercado no trimestre anterior, acrescida de um quarto, fazendo com que estes limites acompanhem a evolução real dos juros.

Na prática, são um mecanismo de proteção do consumidor que trava encargos abusivos e garante que mesmo as propostas mais caras têm uma fronteira que não pode ser cruzada.

Porque são relevantes quando procura crédito

Conhecer a taxa máxima aplicável ao crédito que pretende é o primeiro passo para uma decisão informada.

Mais do que um valor de referência, este teto permite avaliar de imediato se uma proposta está próxima do limite legal, sinal de um financiamento caro, ou se há margem para negociar melhores condições.

Como a TAEG reúne juros, comissões e todos os custos associados, é o indicador mais fiável para comparar ofertas de diferentes instituições em pé de igualdade.

Antes de avançar, simule o seu crédito pessoal e cruze a TAEG de cada simulação com a taxa máxima em vigor. Se já tem vários encargos em curso, pondere ainda juntar os créditos num crédito consolidado.

Assim contrata sempre de forma responsável e evita pagar mais do que o necessário pelo seu crédito.

O que fazer se a TAEG da proposta estiver perto do limite

Se a TAEG que lhe apresentam se aproxima do teto legal, ainda tem margem para conseguir melhores condições. Antes de assinar o contrato, siga estes passos:

  • Negoceie com a instituição. A taxa máxima é o limite legal, não uma imposição. Use propostas concorrentes como argumento e peça a redução da TAEG, de comissões ou do spread.
  • Compare várias propostas. Não fique pela primeira oferta. Peça simulações a diferentes bancos e financeiras e coloque-as lado a lado pela TAEG. É a forma mais justa de comparar o custo real de cada crédito.
  • Olhe para o MTIC, não só para a prestação. O Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) mostra quanto vai pagar do início ao fim do contrato. Uma prestação baixa pode esconder um MTIC elevado por causa do prazo.
  • Ajuste o prazo ao seu objetivo. Prazos mais longos reduzem a prestação mensal, mas aumentam os juros totais. Escolha o prazo mais curto que o seu orçamento permita.

Quanto mais afastada estiver a TAEG do limite máximo, melhor o negócio.

Compare as melhores propostas de crédito pessoal e confirme sempre o valor face à taxa máxima em vigor antes de decidir.